A vida de Pedro, Licenciado em Informática, Capricórnio, que decidiu embarcar na aventura de emigrar para a Suécia.

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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Estou de volta

5 anos depois do fim do Jogo da Sueca, estou de volta noutro site, com um registo um pouco diferente.

 

Sigam a página

www.paraladasecretaria.com

 

E sejam muito bem-vindos! :)

jogado por jogo da sueca às 03:28
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

O Fim

Há coisas em que por mais que insistamos nunca somos bons.

Afinal olhem para mim: viajante que sou, habituado a ter de partir e a deixar muito para trás, ainda nunca consegui seguir viagem de consciência tranquila. Com a certeza de que ficou tudo exactamente como devia. De que não havia mais nada para fazer. Uma despedida de que eu me pudesse orgulhar.

Nunca tive uma partida que me fizesse crer: "Catano, isto é que foi uma despedida valente! É que ficou tudo exactamente como eu queria. A despedir-me com esta qualidade até cá volto daqui a uns dias só para me despedir outra vez."

Nunca.

Viajar é, para mim, um trabalho constantemente inacabado. E neste blog encontrei inesperadamente uma das viagens mais marcantes que já fiz.

Embarquei sozinho na aventura. Mas pelo caminho fui conhecendo outros forasteiros que fizeram questão de me acompanhar nesta odisseia.

Mas é hora da despedida. E como não podia deixar de ser invade-me de novo este sentimento de missão inacabada.

E fico feliz. Esta nostalgia que insiste em me atacar quando parto faz-me sempre querer voltar. Voltar aos lugares que para mim nunca deixaram de existir. Retomar os hábitos que sempre me deram tanto gozo. Mas principalmente voltar às pessoas. As verdadeiras culpadas por guardar com tanta saudade esses lugares e esses hábitos.

O Jogo da Sueca fica por aqui. Mas já com nostalgia...

Como nas viagens o regresso é sempre uma possibilidade deixem-me os vossos contactos nos comentários ou enviem por e-mail para jogodasueca@gmail.com.

Eu tratarei de entrar em contacto para vos pôr a par das novidades :)

Para finalizar, deixo uma das últimas fotos que tirei na Suécia. Daquelas que, tal como este momento, me fez aperceber que era mesmo a hora da partida...

 


Hej då vänner!

Bättre reskompisar kan man inte få.

 

jogado por jogo da sueca às 00:00
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Em Roma sê... sueco

O choque cultural não se passou só quando fui para a Suécia.

Há um ano atrás, logo após o meu regresso a Portugal, fui a casa de um amigo para reencontrar os meus velhos compinchas.

E foi giro. Uma das primeiras perguntas que me fizeram foi: "Mas Pedro, o que é que tu andas a fazer descalço por casa?!"

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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

A serenata de Oslo

É bom viver na Suécia. Destinos que antes estavam a muitos quilómetros de distância, ficaram de repente à distância de uma viagem de autocarro. Num fim de semana lá fui eu visitar um amigo português a Oslo, na Noruega.
 
Não havia muito que se visse na cidade por isso optámos por disfrutar da noite. E foi a loucura. Começámos por uma jantarada sem olhar a despesas (12€ por um menu big mac). Mandámos abaixo 2 cervejas (só uma cada um, parecendo que não 10€ por uma imperial é caro). Fomos bombar para a discoteca até esta fechar portas (leia-se: 3 da manhã). E perante uma noite tão animada, saímos para a rua ainda em espírito de festa.
 
No nosso percurso para casa eis que avistámos duas ninfas escandinavas. A vir na nossa direcção. Invadidos pelas saudades de Portugal veio à memória a serenata de Coimbra. E decidimos criar a versão norueguesa desta tradição tão nobre: Cantámos Joe Cocker nas nossas vozes bem afinadas...
 
"Yoooooooou are so beautiful, to me.... Can't you seeeeee?"
 
Elas, encarnando o espírito de rapariga portuguesa que é cortejada: não ligaram a tamanha demonstração de afecto e passaram por nós sem ligar nenhuma.
 
Nós, de coração despedaçado: alterarámos a letra para que percebessem a amargura que nos ia no coração...
 
"Yoooooooou are so ugly, to me..."
 
Elas, inesperadamente: vieram ao nosso encontro para pedir explicações e possivelmente partirem para a violência.

Nós, surpreendidos por tanto carinho: Metemos o rabo entre as pernas e refugiámo-nos na casa do meu amigo.
 
Elas, lá da rua: começaram a cantar a sua própria serenata para nós dois.
 
Nós, já no apartamento: fomos espreitar à janela para ver a demonstração de amor.
 
Elas, apaixonadas: lá permaneciam em baixo... A dedicar-nos a sua serenata. Sem guitarrista. Sem traje académico. Sem cantiga. Gritando apenas palavras pouco agradáveis e mostrando toda a sua fúria com gestos.
 
Bonita, a serenata de Oslo.

jogado por jogo da sueca às 06:15
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Como sei que os portugueses são pessimistas?

Porque quando estava na Suécia e tive visitas de Portugal, ficaram espantados quando andámos de autocarro:

 

- Ena ena Pedro! A Suécia é tão tranquila que o motorista até saiu do autocarro e deixou-o a trabalhar.

 

Já quando voltei a Portugal, e andei de autocarro, assisti a uma discussão acesa entre os passageiros:

 

- Mas o motorista saiu e deixou o autocarro a trabalhar? Havia de ser noutro país havia, que já tinha era sido roubado! Que irresponsabilidade!

 

Feliz Natal!

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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Correio do leitor: a paranóia da segurança

Uma leitora do blog - a Eleonora que vive na Suécia - enviou-me umas fotos suas para ilustrar o post sobre a paranóia dos suecos com a segurança.

 

Obrigado Eleonora!

 

 

jogado por jogo da sueca às 07:18
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

A tolerância sueca

Se houve coisa que me surpreendeu na Suécia foi a tolerância. Os direitos do homem e da mulher são surpreendentemente nivelados.

Perante tal diferença com a realidade no mundo, decidi falar com os meus colegas adoptando uma postura um pouco irónica...

 

- É impressionante que na Suécia haja tanta igualdade entre sexos. Vocês são tão tolerantes que até deixam as mulheres fazer trabalhos em que os homens são melhores!

- O que é que estás a dizer?!?! - perguntou-me uma das minhas colegas completamente chocada

- Não não... Estava a brincar... Também se vêem homens a fazer trabalhos que as mulheres são mais dotadas. - disse eu para pôr água na fervura.

- O quê?!?! Pedro mas o que é que estás a dizer?!?! - ripostou ela com uma falta de diplomacia pouco sueca

- Então, mas não achas que há trabalhos que os homens, por condicionantes biológicas,  são mais dotados para fazer do que as mulheres e vice versa?

- Oh meu Deus... Eu não acredito no que estou a ouvir! Ainda bem que eu não vivo no Sul da Europa, vocês são todos uns machistas! - acusou ela com uma falta de frieza que definitivamente não a fazia parecer sueca.

 

Seguiu-se uma procissão bonita. Em que cada um dos meus colegas se mostrou em desacordo comigo. Diziam eles que a única razão para haver esta sexualização de trabalhos era meramente cultural.

Eu não discordei deles. Mas tentei fazê-los ver que havia factores além da educação. Existem diferenças no corpo e no cérebro das mulheres e dos homens, que nos acabam por tornar mais ou menos aptos para determinadas profissões.

Não tive sucesso no meu ponto de vista. Ninguém concordou comigo.

Neste dia descobri que os suecos são tão obcecados com a igualdade de sexos que já nem sequer aceitam a hipótese de os homens e mulheres serem efectivamente diferentes.

 

E aprendi uma lição: uma forma camuflada de intolerância,  é mesmo levando a tolerância ao extremo.

jogado por jogo da sueca às 05:56
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Sei que os suecos são paranóicos com a segurança porque...

... nesta altura do ano, em que a escuridão é uma constante, vêem-se muitas pessoas a caminhar na rua com um pequeno reflector colocado, na roupa, mala, bengala...

 

jogado por jogo da sueca às 06:21
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Acredito que os brasileiros sabem pouco de pedagogia quando...

... a Stina, uma amiga da Suécia que estudava português do Brasil, me pediu auxílio num exercício que não conseguiu resolver...


jogado por jogo da sueca às 07:05
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

O Ram e as saudações

O Ram. O meu companheiro de casa indiano quando vivi na Suécia. Tive de partilhar com ele a minha frustração:

- Bolas Ram... A Suécia tem muita coisa boa, mas este negócio de cumprimentar as senhoras com um aperto de mão não tem jeito nenhum.
- Mas como é que vocês cumprimentam as mulheres em Portugal?
- Damos dois beijos. Na Índia não?
- Cumprimentar as mulheres com dois beijos? Nós na Índia respeitamos muito as mulheres! Nós na Índia nem lhes tocamos!
- respondeu-me indignado
- Tudo bem... Mas se forem pessoas da família é diferente não? - perguntei para desanuviar
- Depende da familiar que é. Aí já pode ser normal cumprimentar... mas também depende da idade. Por exemplo se forem pessoas idosas respeitamos muito e nem lhes tocamos.
- Nunca tocaste num idoso para o cumprimentar
?
- Comigo e com as gerações mais novas já começa a ser diferente.
Já apertamos a mão aos idosos e tudo. Agora somos muito open-minded.

jogado por jogo da sueca às 05:18
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

E agora, para algo completamente diferente...

A página de necrologia de um jornal sueco! Com direito a assinalar não só as mortes, mas também os nascimentos, casamentos e aniversários.

 

 

jogado por jogo da sueca às 05:56
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Viagens - Valência, Espanha (nº 8 e último)

Será que a palavra "desenrascar" também existe no dicionário de espanhol?

 

jogado por jogo da sueca às 05:17
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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Sei que os suecos se preocupam com a educação quando...

... sou bombardeado com publicidade a anunciar a abertura da fase de inscrições para as universidades séniores.

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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Nestes dias frios tenho-me lembrado da Suécia

 É que por esta altura do ano sabia muito bem chegar a qualquer casa de banho pública na Suécia e ter sempre água quente para lavar as mãos.

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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

O Ram e a noiva

O Ram. O indiano com que eu partilhei a casa na Suécia. Ainda se lembram?

 

Às tantas, em mais uma conversa sobre o seu casamento...

 

- Então Ram, a tua família já te encontrou noiva na Índia?

- Ainda não. Mas também não estou muito preocupado.

- Ahhhh... estou a ver que finalmente te convenci que a vida de solteiro é a melhor

- Achas Pedro??! Não estou preocupado porque vai ser fácil encontrar uma boa noiva. Quando um indiano vive no estrangeiro tem muito mais pretendentes.

- Pois... Mas se estás no estrangeiro nem as podes conhecer...

- Não há problema. A minha família vai-me escolher uma boa mulher.

- Então oh Ram... e se eles escolhem uma mulher que eles gostam e tu não?

- Mas o mais importante é que a minha família goste! Para que é que eu quero uma mulher que eu goste e eles não?!

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Sei que os suecos gostam da natureza porque...

... quando estava acabado de chegar à Suécia comentei a um português que já vivia pela escandinávia há mais tempo:

- Isto de viver aqui é mesmo diferente. Hoje acordei, abri a janela e estavam uns "bambis" no jardim.

E a primeira resposta que lhe ocorreu foi:

- Olha que os suecos adoram a natureza do país! Tu não mates os bichos!

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Nota mental

Na Suécia, em discotecas com luzes fluorescentes, também se encontram pessoas com borbotos na roupa.

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Viagens - O Orgulho Nacional (nº 7)

Quando se viaja, qualquer marco da nossa cultura é um motivo de orgulho...

 

Madrid, Espanha

Exposição de pintura da Paula Rego

 

 

Londres, Inglaterra

Eu nem sabia que o Banif tinha lá uma agência

 

Viena, Áustria

O escudo português no vitral de uma igreja

 

Uma rua perdida, Sofia, Bulgária

 Na montra de uma loja, a camisola do Sporting

 

  Tallinn, Estónia

Mesmo no centro da cidade, uma loja de produtos portugueses

 

 Tallinn, Estónia

O menu de um restaurante exposto na rua. Os nomes das pizzas: Porto, Faro, Lissabon e Setubal.

 

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Azar de principiante

O Nuno. Foi uma das primeiras pessoas que devo ter conhecido por causa do Jogo da Sueca. Ele foi estudar para Gotemburgo, e naturalmente acabámos por nos encontrar um dia. Recordo que foi engraçado falar com um português e ver que algumas coisas que eu já dava por normais, ainda causavam estranheza a um recém-chegado.

 

- Pedro, não percebo os suecos.
- O que é que eles tramaram desta vez?
- Eu cheguei à minha residência universitária e como não conhecia ninguém fui bater às portas dos outros quartos.
- Espera lá, tu fizeste mesmo isso?
- perguntei eu a já a adivinhar que não tinha sido boa ideia
- Sim, fiz. Eu apresentava-me, dizia que tinha acabado de chegar e que ia viver com eles na residência. E eles ficavam a olhar com um ar estranho.
- Estranho como?
- Parecia que não entendiam porque raio é que eu me ia apresentar. Mas pronto, pior mesmo foi quando bati num quarto em que me atendeu uma rapariga.
- Oh não Nuno... O que é que tu fizeste?
- indaguei eu já quase na certeza de que tinha cometido o mais comum dos erros de principiante
- Então, para a cumprimentar ia-lhe dar dois beijos mas ela saltou para trás assustada e estendeu-me a mão.


 

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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Descubro que os suecos sabem pouco de hospitalidade quando...

... entro numa casa sueca e a única coisa que o anfitrião me oferece a beber é um copo de água.

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