De jogo da sueca a 13 de Dezembro de 2008 às 11:03
Ora viva!

Em jeito de resposta aos vários comentários que já aqui foram escritos, tenho de concordar que é um erro fazer generalizações.

O título do post é exagerado. Mas se é verdade que não podemos generalizar, também não deixa de ser verdade que não se pode particularizar a uma única pessoa o atentado à pedagogia que se vê neste exercício: o autor do exercício é só um, mas o livro tem de ter a aprovação de editores e tem de ser adoptado por professores. Até chegar à mão de um aluno existe a aceitação de muitas pessoas.

A última coisa que pretendo neste post é criar uma "guerra" Portugal vs Brasil.

A intenção é picar os vários leitores brasileiros para eles próprios dizerem o que acham sobre o assunto.

Eu como português senti-me ofendido neste exercício. E acho que é essa a reacção normal em qualquer português.

Mas a verdade é que não nos devemos reduzir a isso. Pensando com frieza, chego à conclusão que quem criou este exercício não deve ser julgado por ser preconceituoso. Deve antes ser julgado pelo facto de não saber onde começa o preconceito.

O autor deste livro é seguramente a pessoa mais interessada no êxito do livro. E não acredito que quis ofender os portugueses. Simplesmente nem se apercebeu que estava a fazê-lo.
De Sinhor troglodita a 13 de Dezembro de 2008 às 14:27
Pedro,

Em ultima instancia concordo contigo.
Podemos tirar uma conclusão e levantar uma questão , antes de partirmos para julgamentos precipitados :

1. O autor agiu de acordo com a imagem que tem da cultura portuguesa.

2. O que andam os portugueses a fazer? ainda não conseguimos actualizar a nossa imagem junto do Brasil.

Sobre as traduções brasileiras e portuguesas.. Aqui está mais um exemplo importante do acordo ortográfico. Se levado seriamente talvez possamos esbater essas diferenças e para além das particularidades de cada povo, beneficiar de uma cultura comum, lusófona.
De Thiago a 14 de Dezembro de 2008 às 02:37
Não é bem assim. Nós sabemos que a imagem do português bigodudo padeiro/dono de boteco é só uma imagem estereotipada. A gente até brinca com essa imagem, mas nós sabemos que ela não passa de um estereótipo.

Sobre o acordo... eu não gosto muito dessa idéia. A língua é antes de tudo, um fenômeno cultural. Quem a inventa (e a RE-inventa, também) somos nós, o povão. O português de cada país tem suas diferenças porque são culturas diferentes, povos que tem cada um sua identidade própria. Unificar a gramática dos vários países que falam português mundo afora valorizaria nossa lusofonia, mas também passaria inevitavelmente por cima dessas peculiaridades culturais. Seria uma aproximação meio antinatural, na minha opinião.

Como a tecnologia e a globalização já estão fazendo do mundo um lugar menor, acho que poderíamos aproximar mais nossas culturas de uma forma mais natural e eficiente que se um punhado de doutores ditassem um conjunto de normas gramaticais a serem seguidas por todos. E aí sim, a partir dessa proximidade cultural maior, caso ela venha a ocorrer, criar uma gramática única para brasileiros, portugueses, angolanos, etc.
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