40 comentários:
De Sinhor troglodita a 13 de Dezembro de 2008 às 14:27
Pedro,

Em ultima instancia concordo contigo.
Podemos tirar uma conclusão e levantar uma questão , antes de partirmos para julgamentos precipitados :

1. O autor agiu de acordo com a imagem que tem da cultura portuguesa.

2. O que andam os portugueses a fazer? ainda não conseguimos actualizar a nossa imagem junto do Brasil.

Sobre as traduções brasileiras e portuguesas.. Aqui está mais um exemplo importante do acordo ortográfico. Se levado seriamente talvez possamos esbater essas diferenças e para além das particularidades de cada povo, beneficiar de uma cultura comum, lusófona.
De Thiago a 14 de Dezembro de 2008 às 02:37
Não é bem assim. Nós sabemos que a imagem do português bigodudo padeiro/dono de boteco é só uma imagem estereotipada. A gente até brinca com essa imagem, mas nós sabemos que ela não passa de um estereótipo.

Sobre o acordo... eu não gosto muito dessa idéia. A língua é antes de tudo, um fenômeno cultural. Quem a inventa (e a RE-inventa, também) somos nós, o povão. O português de cada país tem suas diferenças porque são culturas diferentes, povos que tem cada um sua identidade própria. Unificar a gramática dos vários países que falam português mundo afora valorizaria nossa lusofonia, mas também passaria inevitavelmente por cima dessas peculiaridades culturais. Seria uma aproximação meio antinatural, na minha opinião.

Como a tecnologia e a globalização já estão fazendo do mundo um lugar menor, acho que poderíamos aproximar mais nossas culturas de uma forma mais natural e eficiente que se um punhado de doutores ditassem um conjunto de normas gramaticais a serem seguidas por todos. E aí sim, a partir dessa proximidade cultural maior, caso ela venha a ocorrer, criar uma gramática única para brasileiros, portugueses, angolanos, etc.
De Sinhor Troglodita a 14 de Dezembro de 2008 às 12:15
Viva Tiago,

Concordo com a tua visão No entanto desde sempre a língua tem sido alvo de alterações . Mais repara, há uns anos atrás (inicio do séc. XX) também passámos por isto em Portugal. Pharmácia passou a escrever-se farmácia, abysmo - abismo , e por aí fora... Também nessa altura se criticaram as alterações "fabricadas". Actualmente fazem de tal forma parte de nós que ninguém as põe em causa.

Creio (e espero) que o objectivo do acordo seja mais encontrar um terreno comum do que esbater as diferenças do português de cada país. E espero também que seja uma forma de salvar o português de divergir para formas incompreensíveis entre cada povo falante. O facto de sermos muitos e espalhados por todos os continentes a falar dá-nos peso cultural e económico e politico. Se assim não fosse o que levaria um Sueco a querer aprender português ?

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